quarta-feira, novembro 21, 2007

The Lonely Rider...

No Sábado passado decidi fazer uma volta bastante engraçada, mas que já não fazia à muito tempo. Como não consegui companhia, fiz-me à estrada sozinho.
Começa com um pouco de alcatrão, para aquecer um pouco, em direcção ao Campo Amarelo, onde aí sim, começa o troço, num pinhal onde se rola um bom bocado, sempre junto à A1, até chegarmos ao miradouro do Carril mais conhecido por Tubaral (talvez por se ter avistado alguns tubarões pelas redondezas... não sei...)



Não...não é um tubarão

Após um breve paragem, sigo o caminho (agora em alcatrão novamente) rumo aos Cardosos, para de seguida entrar numa zona ainda por explorar, o Vale Maior,que possui uma beleza magnifica, onde podemos encontrar perto de um aglomerado de casas um fontanário digno de registo...

Vale Maior


O fontanário


Belo promenor...será que é para não ver quem passa...?

Como não tinha sede, segui o meu trajecto novamente em terra, passando por entre as casas, em direcção a outro local de beleza rara, o Vale Maninho, mas antes de lá chegar tive o meu precalço do dia... um furo!! Boa!! E agora?? Camara de ar...népia... bomba de ar...népia... "estou tramado", como é que vou fazer agora? Telefono para casa ou vou andando até chegar ao Shimarka? Que se lixe vou até ao Shimarka assim... não hei-de estragar muito...
Resolvido o problema foi tempo de continuar a volta retomando o local onde furei em direcção ao Vale Maninho de onde se sobe para a Maunça de onde podemos observar o cidade de Leiria, e em dias limpos podemos observar a Figueira de Foz para norte e as Berlengas para sudoeste... ou seja uma vista espetacular...


Vale Maninho


Maunça

Gostam do descanço que improvisei??

Com jeitinho até se vê a Serra da Estrela...


Eis o ponto alto desta volta...

Leiria...

Já do outro lado da serra..

Outra vista da Maunça...

Agora em direcção à Reixida

Uma descida brutal...

Ao longe já dá para ver o que falta fazer...



Após este trajecto foi sempre a rolar por estrada até Leiria e depois subir para os Pousos, pois já estava mais que na hora de chegar a casa.


Distancia total: +/- 45km
Tempo total: 3.30h
Furos: 1 (não contando com as pernas... senão passa a 3)
Altimetria: a subir comó catano!!
Tracks: muitos...(comi castanhas na noite anterior)

Boas pedaladas
AlexSantos

domingo, novembro 11, 2007

2ª Temporada Passeios Pedestres

Olá a todos
No passado dia 7 de Outubro demos inicio à 2ª temporada de passeios pedestres oganizados por mim, com o primeiro a ter lugar no Soutocico, em Leiria. Um percurso circular com cerca de 7 km que teve a presença de 6 participantes. Este foi um passeio de baixa dificuldade, pois o terreno era na sua maior parte plano, tendo apenas a meio uma subida um pouco mais ingreme.
Iniciámos junto da Associação em direcção ao campo de futebol (aproveitámos para comer uns figos...); descemos ao sopé da Sra do Monte e daí seguimos para o Vale Maninho. Eis chegados novamente ao Soutocico onde ainda houve tempo de apreciar umas maças que estavam à mão de semear e que serviu de segundo reforço até chegarmos ao fim.

Aqui ficam algumas fotos... Até ao proximo passeio...

terça-feira, dezembro 12, 2006

Rota dos Medronhos - Maunça

O último Domingo de Outubro foi o dia escolhido para a realização do 1º passeio da Leiriaventura, dando assim início a uma série de iniciativas deste género e não só.
Com os participantes reunidos junto ao ponto de partida - Capela das Fontes - iniciámos o passeio. Após uma parte em alcatrão para fazer o aquecimento, deparámo-nos com a primeira dificuldade do percurso: uma subida em terreno bastante acidentado e com inclinação muito acentuada nalgumas partes. Nesta zona e na maioria do perscurso a paisagem é marcada pelas Oliveiras, Vinhas bem como alguns Medronheiros com frutos muito saborosos, havendo mesmo alguns participantes que fizeram questão de levar algumas "recordações" com a forma de ramos de oliveira (carregados de azeitonas!!) e também medronhos.
Passada a primeira dificuldade, foi tempo de "rolar" um bocado, servindo para repôr a respiração e acalmar os músculos, pois aproximava-se a maior subida do persurso.
Com uma extensão total de 2km esta subida é dividida em 3 partes distintas com graus de dificuldade que vão aumentado bastante á medida que vamos subindo.
Assim, começámos a subida com um piso muito irregular e com umas quantas pedras soltas a dificultar a progressão. A inclinação algo acentuada desta primeira parte serviu para dividir o grupo em dois, ficando para trás o grupo menos habituado a estas "lides" pela Natureza.
A segunda metade da subida foi feita com relativa facilidade pelo 1º grupo, deixando bastante para trás o 2º grupo já visivelmente fatigado... e o pior estava ainda para chegar!!
A parte final desta secção da montanha foi superada com alguma dificuldade para todos, principalmente para o 2º grupo, pois esta parte final apresenta uma inclinação a rondar os 30% e o piso é muito irregular.
Superada a subida, eis que chegámos ao ponto mais alto do percurso: o Marco Geodésico da Maúnça situado a aprox. 400m de atitude, local privilegiado para observar em todo o nosso redor uma paisagem maravilhosa.
Paisagens à parte, tinhamos chegado ao local do reforço com águas, sumos, bolos, bolachas e chocolates de recompensa pelo esforço fisico.
Repostas as energias e a moral, era hora de continuar e como agora era só a descer até os quase desistentes resolveram seguir no percurso. E ainda bem que o fizeram, pois apesar do terreno bastante irregular, o convívio entre os participantes, o contacto com a Natureza descobrindo novos caminhos e sensações que doutra forma não seriam possiveis disfrutar, compensam todo e qualquer esforço feito até então.
Cruzámo-nos com alguns bttistas que como nós aproveitaram o Domingo para o exercício ao ar-livre, e continuámos o percurso, sempre a tirar fotografias para mais tarde recordar e comparar as expressões de esforço da subida com as descontraidas da descida.
Quase no final deste 1º Passeio Pedestre passámos pela Nascente do rio Lis e foi impressionante vermos a quantidade de água e a força que o rio já levava ainda no seu início. Todos os participantes comentavam entre si que nunca tinham visto a nascente do rio com tanta força. Seria por causa das últimas chuvadas? Do temporal que se tinha abatido naquela zona uns dias antes? Provavelmente...
Demos a volta à nascente, passámos pelo parque de merendas e eis que chegámos ao final deste passeio. Mais umas fotografias do grupo todo e... já está!
Tres horas e meia e aproximadamente 8km depois, voltámos ao local de partida - a Capela das Fontes -
Seguiu-se o almoço convívio com muita animação e boa disposição princpalmente quando começámos a ver as fotografias.
No rescaldo os participantes foram unânimes: o percurso foi algo duro pelo piso, pelas longas subidas e pelo muito calor que se fazia sentir, mas bastante agradável de se fazer pois tem paisagens dignas de postais de turismo, em suma, um passeio sem duvida para repetir futuramente.
Fica aqui um agradecimento a todos os participantes pois sem eles este passeio não se ralizava.
Até uma proxima aventura e até lá vão treinando.

terça-feira, agosto 29, 2006

Expedição aos Picos de Europa

Para um verdadeiro betetista, a expedição que a Airbike efectua todos os anos aos Picos de Europa, é a realização absoluta. Esta zona é uma das reservas naturais espanholas mais protegidas, pela sua fauna, flora e com uma tipologia de terreno única no mundo.
Posada de Valdeón,uma aldeia situada num vale de beleza indescritivel, no coração do maciço central, foi o local escolhido para nos acolher nos passados dias 21,22 e 23 de Julho.
Após 10h de viagem e algo cansados, chegámos a Posada de Valdeón, onde aproveitámos logo para retemperar as forças com o almoço para de seguida nos dirigir-mos ao local onde ficámos hospedados. Um Centro de Turismo Rural constituido por um edificio central e diversos bungalows por onde ficámos espalhados. Depois dos sacos arrumados nas casas foi tempo para uma divertida "peladinha" e para uns optimos mergulhos na piscina. À noite depois do jantar, não houve noitada para ninguem, só xixi-cama.
No dia seguinte a alvorada estava marcada para as 6h30(hora espanhola), mas não foi necessário, pois a ansiedade era tanta que já estavam todos prontos, com o peq.almoço tomado e com as mochilas arranjadas. Antes da partida reuniu-se o grupo para um briefing e para a habitual foto de familia. E eis então que é chagado o momento mais aguardado por todos..... o inicio do passeio.
Às 7h30, iniciou-se o passeio a partir do Centro de Turismo Rural Picos de Europa em Posada de Valdeon. Serpenteámos pelas ruas estreitas da aldeia em direcção ao sigletrack de 2,5kms que nos levava ao Miradouro "Del Tombo". De seguida, tomávamos uma vertiginosa descida por estrada em direcção a Cain, com uma ligeira paragem no "Chorco de los lobos", que é uma armadilha para lobos desactivada e transformada em monumento.
Em Cain, entrámos na Garganta de Cares - os relógios marcavam 8h00. Se até aqui, a paisagem era fora de série, a adrenalina subia ao máximo com a travessia da Garganta com cerca de 9kms, em que o caminho tinha sempre menos de 2 metros de largura. A concentração tinha de estar ao máximo, pois o precipício era mortal Às 10h00 saímos da Garganta e faziamo-nos à mais longa subida do percurso, cerca de 21kms, sendo os primeiros 11, em estrada. Ao primeiro km, o Abilio, com a sua potência no máximo, partiu o desviador traseiro, sendo imediatamente montado um novo para seguirmos viagem. Embora a subir, o esforço era atenuado pela beleza da paisagem. Aqui percebiamos porque é que chamam a esta serra, a "Suiça Ibérica". Os 2,5kms finais desta parte eram demolidores, em que a subida tinha cerca de 25% de inclinação. Para contrastar com a subida, e depois de passarmos por uma zona de pastagem com uma paisagem paradisiaca, a lembrar os filme da "Heidi" à 30 anos atrás, tinhamos 6,5kms de descida, grande parte dela com cerca de 25 a 30% de inclinação.
Em Espinama, parámos numa estalagem, onde por norma costumamos parar, a dona muito simpática, reconheceu-nos dos anos anteriores. Ali, "morfámos" umas típicas sandes de presunto e bebemos umas coca-colas ou até cerveja para alguns, para desenjoar das barras energéticas. No final, despedia-se a senhora em castelhano: "... até para o ano!..."
Com algum custo, pois o cansaço já fazia mossa, iniciámos a marcha com a subida de 3,5kms por estrada, para Fuente Dé, cuja atracção é o teleférico que com cerca de 1000mts de cabo se eleva e transporta passageiros durante 800mts de altitude. A partir daqui, iniciávamos a parte mais dura do passeio - 8 kms de subida para o nosso ponto mais elevado, 1770mts.
Com o cansaço de mais de 60kms duros, cerca das 18h00 chegaram os últimos elementos do grupo à Horcada de Valcavao, o final desta subida.De repente, e depois de recuperadas as forças, o Alexandre informa:- Meus senhores, a partir daqui, são 12kms sempre a descer até ao final deste passeio...... e de repente toda a dificuldade passada e cansaço, foi esquecido...Nesta parte, os 3kms iniciais eram feitos em estradão com algumas lombas, que permitiam saltos espectaculares, e os restantes eram feitos em estrada, em que se atingiram velocidades na ordem dos 60 a 64 kms/hora.
Pelas 19 horas, chegámos a Posada de Valdeon, a satisfação era enorme, sendo grande a emoção entre todos os participantes, pois o sentimento estava à flor da pele, algo dificil que fora feito, e atrevo-me mesmo a dizer - um passeio que não é para todos. Extremamente belo e único.
Para terminar o passeio da melhor maneira e mais relaxados houve lugar a mais uns mergulhos na piscina. A caminho do restaurante houve tempo para comprar os habituais recuerdos para a familia. Depois do jantar reunimo-nos junto aos bungalows até as tantas da manhã sempre em grande animação.
No domingo também nos levantá-mos cedo para nos fazer-mos à estrada até casa mas por um caminho diferente de modo a ficarmos a conhecer outros locais nos Picos de Europa. A viagem foi feita sem qualquer precalço e chegámos todos bem a casa e com um sentimento comum..... regressar aos Picos de Europa o mais breve possivel.