sexta-feira, fevereiro 11, 2011

O Alto do Trevim afinal é já ali!

(...)
- Eu não acredito que o vamos fazer novamente!!!!
- Acredita... é verdade!
- Não posso crer! Ainda por cima com aquele "profissional" outra vez!!
- Tinha que ser feito desta maneira! Não havia volta a dar. Desta vez não vai haver "mas...nem meio mas...". Bem sabes que com aquele "profissional" não existe a menor dúvida de que as coisas correm bem.
- Céus!!! Começo a ficar com receio... Tem mesmo que ser assim? Quer dizer, achas que é o único caminho possível?
- Pelo menos é o único que conheço! Certamente existem outros, mas não ficava satisfeito... além disso, não tinhamos a certeza de que "o trabalho" ficaria bem feito se houvesse alterações.
- Bom... está bem, mas tem mesmo que ser com aquele "profissional"? Já sabes que acaba sempre por sobrar para nós. De todos os "trabalhos" que ele tem feito para nós, saímos sempre a perder...
- Sim... é verdade, também não me agrada muito, mas olha, já que nos metemos nisto, vamos até ao fim para ver no que dá. Achas que vai ser pior do que a última vez? Não vinha nada a calhar...
- Nada mesmo...
(...)
- Bom, afinal não foi assim tão dificil, pois não?
- Mas não te esqueças que da outra vez estava mais calor, o percurso tinha mais km, e, diga-se de passagem, o "pró" desta vez não quis matar-nos.
- Sim, concordo, mas não deixa de ser penoso subir aquilo tudo, mesmo com menos acumulado.
- Se pensarmos que depois vamos ter uma grande descida, a coisa anima...digo eu!
- Agora, bonito bonito... (não, não são as pirâmides do Egipto, nem os calções do Tozé Brito, nem os...) é a última parte junto ao rio. Aí sim, vale a pena todo o esforço feito até lá.
- Tens razão. Olha lá, e agora o que se segue?
- Bem, agora segue-se... os 5 Empenos!

sábado, outubro 30, 2010

Pelas Terras do Demo

Foi pela segunda vez, que me desloquei até Moimenta da Beira com o intuíto de descobrir esta zona através da bicicleta. A primeira visita foi  feita com o meu amigo Bruno Lopes, que me havia convidado a acompanha-lo por estas terras desconhecidas até então. Desta vez, a visita foi programada pela Associaçõa Trilhos Simples - uma Associação criada por mim e por mais dois amigos: o Bruno Lopes e o Bruno Ferreira; que podem e devem visitar para ficarem a conhecer tudo aquilo que nós fazemos (Associação Trilhos Simples)- para desfrutar-mos de um fim-de-semana repleto de aventura e boa disposição.

No Sábado começámos bem cedo, com um passeio de BTT mais ligeiro em km, mas mais agressivo no que toca ao desnível do percurso. Mas uma vez que não se trata de competição, o passeio foi feito sempre com um ritmo bastante calmo de modo a podermos desfrutar de toda a paisagem envolvente. Com passagem por diversas aldeias que circundam Moimenta, fomos percorrendo os caminhos que nos levaram até ao ponto mais elevado e consequentemente a parte mais “difícil” do percurso – a serra de Leomil -. Ultrapassada a serra, foi tempo de rumar até Castelo, uma aldeia bastante bonita e que tem na sua parte mais elevada uma espécie de “mini-zoológico” que alberga veados e alguma aves de rapina, e tem também um miradouro que quase nos obriga a ficar por lá bastante tempo dada a sua beleza. Nos caminhos que nos levaram de regresso a Moimenta, pudemos observar os muitos castanheiros existentes em toda a região, bem como a grande quantidade de macieiras, que nos foram proporcionando uns belos reforços alimentares ao longo deste passeio.
Com a sessão de BTT terminada, estava na altura de rumar-mos até ao Peso da Régua, para visitar-mos a Quinta do Vallado e as suas caves de vinho. Com uma história impressionante, de onde sobreviveu a alguns imprevistos, o responsável pela visita – Francisco – levou-nos pelos corredores desta grande casa até aos lagares e às caves onde é produzido e armazenado toda a produção de vinhos. No fim da visita realizamos uma prova de vinhos que incluiu um vinho tinto “corrente”, um tinto de reserva, um vinho rosé e um vinho do Porto.
Terminada a "aula de História" estava na altura ideal para darmos inicio à prova gastronómica. E que prova!! Este foi um jantar digno de Reis, quer pela quantidade quer pela qualidade. Mas o melhor mesmo foi a forma com que fomos recebidos no restaurante "A Pousada" pelo Carlos, Linda e Marco que foram incansáveis e de uma amabilidade que nos deixou com enorme vontade de regressarmos! Em nome pessoal e da Associação, um muitíssimo obrigado por tudo!!
Após o jantar era suposto haver rambóia, mas o pessoal ficou de tal modo depois do jantar que se decidiu que o melhor era mesmo ir dormir.
Depois de uma noite bem passada, estava na altura de dar inicio ao segundo passeio de BTT. Tal como no dia anterior, o percurso foi feito sempre num ritmo muito calmo, sempre com os olhos postos nos castanheiros, macieiras, videiras e tudo o que nos desse alimentos para a nossa viagem. Este segundo dia foi mais suave em termos de dificuldade apesar de mais longo.
No final do dia, no regresso a casa as opiniões foram unânimes: foi um fim-de-semana bem passado e que venha o próximo.
Para os que gostam de fotos (com textos destes até eu prefiro...) cliquem aqui
Fiquem atentos a novas aventuras…

domingo, agosto 15, 2010

S.Pedro do Sul - 2º Round

Faz agora quatro meses que estive em S.Pedro do Sul, afim de participar na prova Geo-Raid que ali se realizou pela 1ª vez.
Sou sincero, apenas conhecia S.Pedro do Sul como sendo uma estância termal, mais nada. Agora que tive o prazer de conhecer a cidade e toda a área envolvente fiquei fã e aconselho a quem não conhece que o faça o mais breve possivel, pois merece ser visitado.
Quanto à prova que se realizou em Abril, bem... essa ficou, digamos assim, por fazer. Isto porque o meu colega de equipa - Bruno Ferreira - sentiu-se indisposto durante os primeiros km´s e por isso decidimos abandonar a prova, com o pensamento de que melhores dias virão. E decidimos também que voltariamos mais tarde para, aì sim, conhecer melhor as serras de S.Pedro do Sul (e para uma desforrazinha).
Passados então quatro meses, lá fizemos nova incursão até esta cidade termal e desta feita com mais um incauto - o amigo Bruno Lopes.
Claro está que fomos fazer tudo menos banharmo-nos em tais águas retemperadoras.
Este percurso inicia-se na antiga linha ferróviaria do Vouga, linha essa que nos leva até ao sopé da serra de S.Macário, mas também nos levou ao primeiro (e único) furo por parte do BLopes - na ansia de montar uma bike com peso pluma escolheu uns pneus da treta! -
Resolvida a avaria, estava na altura de atacar a montanha. Uma subida algo dura e exigente em algumas partes do percurso - são perto de 20km que nos levam até aos 1062m de altitude no alto de S.Macário. A vista daqui deste ponto é absolutamente fantástica.
Estava agora na altura de recuperar um pouco de energia, com uma pequena descida até ao Portal do Inferno. Este é um topo também com uma vista bem bonita e com uma particularidade, daqui podemos observar duas aldeias "incrustadas" bem no fundo de vales, a aldeia da Pena e a aldeia de Drave. Estas estavam praticamente desabitadas e degradadas, mas, no caso da aldeia da Pena, esta foi recuperada e já é habitada novamente, já no caso da aldeia de Drave, esta foi "oferecida" aos escuteiros, que se prontificaram a restaurar-la, mas pelo que podémos observar, pensamos que estes não passaram das palavras aos actos.
O nosso caminho seguia justamente para Drave, e que caminho!!! É provavelmente o momento mais bonito, mais duro, mais dificil e exigente deste passeio. É necessário efectuar esta passagem com extremo cuidado, pois é bastante dificil aceder a este ponto da serra se algo correr "menos bem". E por falar em menos bem, tivemos uma pequena amostra (felizmente nada de grave) do que acontece se não formos completamente concentrados no que vamos a fazer. (O BLopes colocou mal a roda da frente nas pedras e caíu desamparado sobre as pedras. Por sorte não se magoou muito, mas podia ter sido bem pior...)
Também não posso deixar de referir que foi neste sitio que decidi que também queria ter uma bike mais leve, pois parti um raio e tive que o retirar. ( há pois é... são menos umas graminhas.)
Uma vez passado Drave (sem ver vivalma), demos inicio aquela que viria a ser a nossa última subida do dia. Iriamos subir de Drave até à Coelheira. Iriamos, disse bem.
OK não vou ser mauzinho, fizemos praticamente a subida toda, apenas ficou a faltar uns 2km, isto porque o BLopes e o BFerreira já estavam esgotados do esforço, e então para se acabar com o sofrimento decidimos abandonar o percurso original e seguir viagem pela estrada até S.Pedro do Sul.
Posto isto, só posso chegar a uma conclusão : S.Pedro do Sul - 2 / Nós - 0
Um score negativo, pois então.
Mas no final o que contou foi que estávamos satisfeitos pelo dia passado a pedalar e a descobrir sitios novos para pedalar (no caso do BLopes) e de nos termos divertido bastante com mais uma aventura na companhia de amigos.
Em relação a fotos, elas existem mas estão noutro blog. (BLopes e BFerreira)
Hasta la próxima!




P.S.: claro está que desta vez não prometemos voltar para uma desforra. eheheh!


Alexandre Santos

quarta-feira, julho 28, 2010

O Despertar

Ah... que belo sono retemperador!!
Praticamente ano e meio depois, achei por bem voltar aqui ao meu cantinho. Muitas aventuras e desaventuras se passaram desde a ultima vez que aqui escrevi. Poderia escrever diversos textos sobre todas as voltas que a vida e a bicicleta deram, mas não me vou pôr a deambular sobre o que lá vai, pois o que interessa é o tempo presente. E por falar em tempo...está calor ou é impressão minha?
Bem...eu disse que o que interessa agora é o presente, mas este presente começa a ter contornos muito idênticos ao passado, isto porque estou a voltar aos tempos em que a bicicleta significava um meio de diversão, de descobertas e de convivío entre amigos...(que lamechas).
Quanto ao blog... não vou fazer grandes promessas, mas vou tentar mante-lo mais actualizado.

P.S - Esqueci-me de referir que tenho uma "montada" nova...


Pois é... não é só bicicletas....

sexta-feira, janeiro 23, 2009

GR22 - O começo da aventura 15AGO08

Provavelmente já ouviram falar na Grande Rota 22, mais conhecida como a rota das aldeias históricas, e para alem de ouvirem falar, muito provavelmente já terão pensado que esta seria uma boa aventura a realizar. Pelo menos eu pensei desta maneira. Hà já bastante tempo que tinha ideia de partir à descoberta destas aldeias com história, mas por vários motivos esta aventura foi sendo adiada para outras alturas, até que chegou o dia em que pensei "é desta que vai...".
Como tenho a sorte de ter familiares em Marialva ( eu sei o que estão a pensar:" então com familia em Marialva e só agora é que parte à aventura?? Havia de ser comigo...", mas as coisas nem sempre são como nós queremos ou desejamos), marquei para o fim-de-semana que coincidia com o feriado de 15 de Agosto, pois assim teria 2 dias inteiros à minha disposição para "conquistar" as aldeias mais próximas de Marialva.
A escolha desta data deu-se também por outro motivo, é que todas as aldeias (mesmo as que não são históricas) estão todas em festa, pois escolhem esta data para celebrar os seus Santos e para acolherem os emigrantes, que esperam um ano inteiro para regressarem à sua Terra-Natal. Logo, animação e romarias não iriam faltar nesta volta.
Bom... como esta "coisa" da escrita não é bem comigo, prefiro vos deixar entretidos com as fotografias do que maçados a ler "baboseiras"...
Aos que nunca tiveram a oportunidade de fazer a GR22.. deixem-se levar pelas fotos
Aos que já fizeram tal aventura... fica a recordação.
AH já me esquecia... é claro que não fiz a GR22 toda em 2 dias. As aldeias que conheci foram: Marialva, Castelo Rodrigo, Almeida, Castelo Mendo e Linhares da Beira.
1º dia: Marialva-Cast. Rodrigo-Almeida-Cast. Mendo +/- 90km
7.30 da matina
No centro de Marialva

Marialva já ficou para trás...
...

ainda era cedo para o banho
...um dos vários portões que temos de abrir e fechar...

Cansado??? Nãããaaaaa....

...

património...

...
...de negro?

...

a chegar a Castelo Rodrigo, sem saber o que vinha aí...

isto!!! Durinha!!!!

O centro de Castelo Rodrigo (também) em festa
o que ainda falta...sendo que o pior já passou...

à alturas em que temos parar e olhar para o gps 3/4 vezes para confirmar se vamos bem, pois o caminho desaparece simplesmente...

artista...

actualmente só é possivel fazer a GR22 com GPS, pois as marcações são muito escassas, muitas já não existem mesmo, outras estão degradadas ou danificadas. Requer alguma atenção para não nos enganar-mos no trajecto

a entrar na "fortaleza" de Almeida

depois de uma brutal descida à saida de Almeida chegamos a uma ponte (talvez romana, não sei) sobre o rio Côa

...

...

depois de uma descida vem sempre uma subida... E QUE SUBIDA, que termina nesta capela no meio do nada.

...
Eis Castelo Mendo!

a entrada para a aldeia...

das aldeias que visitei nesta minha aventura, Castelo Mendo é a aldeia mais pequena e a que está mais degradada.

hei-de passar por ali...

2º dia: Marialva-Linhares da Beira +/- 80km
7.30 novamente, mas desta feita com a companhia da chuva e do vento

...

Marialva noutra prespectiva...



a scalpel mereçe aparecer... portou-se ao mais alto nível





mais uma companhia... o nevoeiro.

agora todos juntos... chuva, vento, nevoeiro, scalpel e a GR22 (ok, falto eu...)

Tirei esta fotografia para ver mais tarde se o que estava a ver na altura era mesmo uma rocha com o formato de um capacete ou se já estava a alucinar... e ainda faltavam 20km...
E QUE 20KM QUE FALTAM!!!!! SEMPRE A SUBIR (ok, não é sempre, mas que parece, parece)
A partir daqui não tirei mais fotos, pois começou a chover muito, e eu já só queria chegar ao fim, mas posso-vos garantir que passei por muitos locais dignos de fotografar, principalmente a ultima subida para Linhares. São +/- 2km em calçada romana que custaram uma eternidade a fazer.
Já em casa.
Este ano espero fazer o resto da GR22!
Alexandre

terça-feira, novembro 27, 2007

Rota dos Moinhos - Pia D´Urso 11NOV07

Como não podia deixar de ser, aliás já vem sendo hábito, este post chega com 15 dias de atraso, pois este evento realizou-se na passado dia 11 de Novembro.
Desta vez apontámos agulhas para a aldeia de Pia D´Urso. Situada perto de Fátima, esta começou a ficar mais conhecida após algumas noticias saídas na comunicação social, por estar em completa restauração. Tudo isto porque, segundo reza a história, à muitos e muitos anos os urso que vinham em peregrinação, paravam por aqui para umas mines e uns tramoços,oh faxavôr..., uns tempos mais tarde foi a vez dos cavaleiros que iam combater a famosa Batalha de Aljubarrota passarem por aqui e abastecerem-se, pois ainda não existia o camelback.
De volta ao presente... este percurso inicia-se junto ao Centro Recreativo de Crespos, subindo depois em direcção ao Moinho da Cassaca e ao Moinho do Zé do Cuco, moinhos esses, que tal como os outros serviram para a transformação do grão em farinha, mas que entraram em ruinas, sendo mais tarde recuperados pelos filhos dos proprietários que ainda se dedicam à moagem de cereais.
Após a passagem pelo Moinho do Manuel Moleiro e pelo marco geodésico, iniciamos uma descida, por entre uma vegetação bastante cerrada e com uma vista magnifica sobre Fátima, onde se consegue ver perfeitamente as duas Basilicas, a antiga e a nova.
Seguimos agora por um caminho romano que nos leva até ao Murrial, abreviatura utilizada pelos mais antigos para dizer monte real, onde restam apenas dois moinhos num total de dez que existiram, sendo um desses o Moinho do Castelinho, moinho esse que servia de albergue para os romanos nas suas longas cruzadas.
Por fim chegamos ao Parque Sensorial de Pia D´Urso, um local desenvolvido principalmente para invisuais, onde permite que as pessoas possam realizar varias experiências com diversos tipos de materiais, sem dúvida em local imperdivel.
A todos os participantes um muito obrigado!
Deixo-vos agora umas fotos para que fiquem com vontade de visitar...